O Centro de Formação e Pesquisa das Artes Cênicas Apolo Hermilo foi inaugurado no ano 2000 pela PCR em parceria com a Fundação Roberto Marinho, com uma estrutura que compreende o Cine-Teatro Apolo, o Teatro Hermilo Borba Filho e o Centro de Documentação Osman Lins. Sua meta é se tornar um centro de referência das artes cênicas e neste sentido, planeja e desenvolve ações sistemáticas que visam formação e o aprimoramento, criação, pesquisa e uma programação de reconhecida qualidade artística.
O Teatro Apolo recebe a estréia nacional da adaptação de Rei Lear
Rei Lear tem direção do carioca Moacir Chaves e traz no elenco Paula de Renor, Sandra Possani e Bruna Castiel
A peça Rei Lear, considerada obra-prima de Shakespeare, terá curta temporada no Teatro Apolo, no Bairro do Recife, de 22 a 30 de novembro. A montagem da Remo Produções carrega a assinatura do premiado diretor carioca Moacir Chaves. O texto é encenado por três atrizes: Paula de Renor, Sandra Possani e Bruna Castiel. As duas primeiras já haviam trabalhado com Moacir Chaves na montagem Duas mulheres em preto e branco, de 2012, com texto de Ronaldo Correia de Brito. Nessa segunda empreitada, agora levando a tragédia de Shakespeare ao palco, o grupo continua o trabalho de pesquisa de linguagem: mesmo com dezenas de personagens, o texto não foi adaptado, apenas recebeu cortes.
“Encenar Rei Lear significa refletir sobre o mundo moderno e contemporâneo. Conhecemos mais de nós mesmos quando mergulhamos em um material desse alcance e envergadura”, analisa o diretor Moacir Chaves. Em Rei Lear, o monarca da Bretanha, ao chegar à velhice, se vê obrigado a dividir o seu reino entre as três filhas para garantir a sua sucessão. Segundo o teórico Jan Kott, o tema de Rei Lear é a decomposição e o declínio do mundo. “Dos doze principais personagens, metade é justa, a outra injusta. Uma metade de bons, uma metade de maus. A divisão é tão lógica e abstrata quanto numa peça de moralidade. Mas é uma peça de moralidade em que todos serão aniquilados: os nobres e os vis, os perseguidos e os perseguidores, os torturadores e os torturados”, escreve Kott no livro Shakespeare nosso contemporâneo. “O texto foi escrito em 1606, mas trata de questões pertinentes aos dias de hoje: como se constroem as estruturas de poder, injustiças sociais, tratamento ao idoso e à mulher”, complementa Chaves.
Além das atrizes, estão no palco os músicos Samuel Nóbrega e Tomás Brandão. Os dois executam ao vivo a trilha sonora criada especialmente para o espetáculo por Brandão e Miguel Mendes. Há uma tentativa de encontro entre a música eletrônica e a música popular, refletida, por exemplo, nas escolhas dos instrumentos: um sintetizador polifônico analógico e uma guitarra preparada. Os músicos adotam técnicas não convencionais que envolvem o uso de utensílios diversos nas cordas, interferências sonoras nos captadores e processamento digital e analógico do sinal produzido. Durante a encenação, Nóbrega e Brandão usam um aplicativo de smartphone chamado Garage Band, que permite a execução de ritmos em pads na tela, assim como a reprodução de faixas e o processamento do resultado geral com efeitos como reverb, eco e filtros.
Tanto a iluminação quanto o cenário são assinados por parceiros antigos de Moacir Chaves: Aurélio de Simoni e Fernando Mello da Costa, respectivamente. Já o figurino foi idealizado por Chris Garrido, que recentemente foi premiada pelo figurino do filme Tatuagem. O cenário é coberto por terra, onde placas com os nomes dos personagens são cravadas; ao fundo, colunas grandes de sustentação de biombos dão a ideia de torres gigantes de castelo. Nos biombos são colocados diversos figurinos de maracatu, cedidos pelo acervo do Maracatu Nação Pernambuco. O maracatu, associado às cerimônias de coração dos reis e rainhas do Congo, também tem rei e rainha, duque e duquesa, príncipe e princesa, assim como no universo europeu da Idade Média da história de Shakespeare.
A montagem, que estreou no Teatro Glauce Rocha, no Rio de Janeiro, onde também cumpriu curta temporada, foi viabilizada graças ao Prêmio Funarte de Teatro Myriam Muniz 2013.
Sobre o diretor
Moacir Chaves tem mais de 25 anos de carreira e cerca de 40 espetáculos encenados. É considerado um diretor ímpar no cenário teatral brasileiro, por sua proposta arrojada de romper com conceitos estáticos, principalmente no que diz respeito à dramaturgia, utilizando-se de textos literários, poemas, autos de processos e escritos filosóficos na construção da cena. Tem dirigido espetáculos para grandes nomes do teatro brasileiro, com trabalhos reconhecidos pelo público e pela crítica. Atualmente é diretor artístico da Companhia Alfândega 88, no Rio de Janeiro. Dirigiu espetáculos como Esperando Godot, com Denise Fraga e Rogério Cardoso; Sermão da Quarta-feira de Cinzas, com Pedro Paulo Rangel, espetáculo que recebeu os prêmios Shell, Molière e Mambembe; Roberto Zucco, com Marcos Breda, André Mattos e outros, vencedor do Shell; e O altar do incenso, com Marília Pêra e Gracindo Júnior.
Sobre a produtora
A Remo produz espetáculos para teatro desde 1993, inclusive com co-produções com grupos da Holanda e Portugal. São do repertório da Remo: Patética, Salto Alto, Arlequim, Besame Mucho, Fernando e Isaura, Abelardo e Heloísa, Quem Tem, Tem Medo, Histórias de Além-Mar, Carícias e Duas Mulheres em Preto e Branco. Criou e manteve o Armazém 14, onde manteve o Teatro Armazém, que funcionou por mais de dez anos, contribuindo para a fruição do teatro pernambucano. Produziu ainda programas para Tv, como o Som da Sopa.
Serviço:
Rei Lear
Estreia: 22/11 (sábado), às 20h
Temporada: Quintas e sextas-feiras, às 19h; sábados e domingos, às 20h. Até 30/11
Onde: Teatro Apolo (Rua do Apolo, 121, Bairro do Recife)
Quanto: R$ 20 e R$ 10 (meia-entrada)
Informações: (81) 3355-3320
Ficha técnica:
Autor: William Shakespeare
Diretor: Moacir Chaves
Atrizes: Bruna Castiel, Paula de Renor e Sandra Possani
Iluminação: Aurélio de Simoni
Cenografia: Fernando Mello da Costa
Figurinos: Chris Garrido
Trilha sonora: Tomás Brandão e Miguel Mendes
Operação de luz: Beto Trindade
Execução da trilha sonora ao vivo: Tomás Brandão e Samuel Nóbrega
Projeto gráfico: Clara Negreiros
Preparação vocal: Carlos Ferrera (1ª fase); Luciano Brito/ Acorde´s Escola de Música(2ª fase)
Cenotécnico: Cristóvam Sovagem
Confecção adereços: Manuel Carlos
Confecção de figurino: Edilene Melo (Catirina)
Produção Executiva: Elias Vilar
Produção geral: Paula de Renor
Realização: Remo Produções Artísticas e Centro de Diversidade Cultural Teatro Armazém
Atendimento à imprensa:
Rabixco Comunicação e Produção Criativa
Pollyanna Diniz – (81) 9726-8680
Maurício Spinelli – (81) 9975-9246
TrÊs mulheres e um bordado de sol
Compassos Cia. de Danças estreia novo
espetáculo em novembro em curta no teatro Hermilo Borba Filho
“Três mulheres e um bordado de sol”
leva à cena as marcas vividas no encontro do grupo durante três anos de
pesquisas literárias, visuais e corporais com a presença constante e cortante
das obras e biografias de três artistas que deixaram sua voz ecoando em poesia
para o mundo: Clarice Lispector, Edith Piaf e Frida Kahlo
“Não importa o que se diga, todo
começo é um
encontro, por isso os mortos nunca
partem de mãos vazias...”
(Silvia Góes – trecho do roteiro do
espetáculo Três mulheres e um bordado de sol)
SINOPSE
“Três mulheres e um bordado de sol”
leva à cena as marcas vividas no encontro dos integrantes da Compassos Cia. de
Danças durante três anos de pesquisas literárias, visuais e corporais com a
presença constante e cortante das obras e biografias de três artistas que
deixaram sua voz ecoando em poesia para o mundo: Clarice Lispector, Edith Piaf
e Frida Kahlo. O encontro. É disso que fala “Três mulheres e um bordado de
sol”. Um olhar dançado sobre o ser mulher criando sua própria história no
mundo na construção cotidiana da sua obra, suas multiplicidades, frestas e
singularidades; seus gritos, sussurros e silêncios; cores, sabores e cheiros;
violências, indiferenças e delicadezas... O espetáculo foi sendo aos poucos
fecundado a partir de três personalidades femininas marcantes da arte ocidental
em diversas linguagens: música, artes plásticas e literatura. Uma brasileira um
tanto pernambucana nascida na Ucrânia, Clarice Lispector; uma francesa que num
dia qualquer, das ruas de Paris, partiu com seu canto para muitos tempos e
lugares, Edith Piaf e outra que transfigurou em cores a sua dor e do México se
instalou em ventres diversos ao redor do planeta, Frida Kahlo. Mulheres que
deram corpo a obras que agora ganham outros corpos em novas interpretações.O
livro “A paixão segundo G.H.”, de Clarice Lispector; as cartas e diários de
Clarice, Frida Kahlo e Edith Piaf; suas vastas obras e paixões; amores e
biografias e a alma selvagem que traduz as cicatrizes deixadas por elas no
mundo e em cada um dos bailarinos-atores-iluminadores em cena; a vida e a
morte. O encontro. É disso que fala “Três mulheres e um bordado de sol”. Tudo em “Três mulheres...” é marcado
pela ação de borrar fronteiras. É dança e é teatro; literatura e música; todo o
jogo das luzes é operado pelos próprios bailarinos em tempo real; tem
inspirações no cinema e na vida cotidiana; é um rasgo onde o eu, o outro e o
mundo compõem o tempo. O número três e seus múltiplos dão o ritmo das escolhas
e “capítulos” do roteiro, a simbologia do triângulo como forma, a força da voz
expressa em nuances e cores... “Três mulheres e um bordado de sol” é voz e
silêncio, tempo real e memória, tudo junto, num jogo onde o público compõe e
compartilha o espetáculo que será visto a cada apresentação.
FICHA TÉCNICA
TrÊs mulheres e um bordado de sol
Espetáculo de dança teatro
Faixa etária – 12 anos
Direção geral – Raimundo
Branco
Pesquisa histórica, literária e
dramatúrgica: Silvia Góes
Concepção dramatúrgica: Raimundo
Branco e Silvia Góes, com colaboração artístico-poética de Patrícia Costa
Direção corporal e arrumação
cênica: Raimundo Branco e elenco
Bailarinos: Anderson
Monteiro, Eron Villar, Gervásio Braz, Marcela Aragão, Marcela Felipe e Patricia
Costa
Desenho de luz: Eron Villar
Operação de luz: Eron Villar
e elenco
Participaram da pesquisa
teórico-prática na construção do espetáculo: Adriana Ayub, Anderson Monteiro,
Carolina Montenegro, Eron Villar, Gervásio Braz, Marcela Aragão, Marcela
Felipe, Patrícia Costa, Priscilla Figueiroa, Raimundo Branco e Silvia Góes
Cenografia: Raimundo Branco
Figurino e adereços: Beth
Galdencio
Trilha sonora (pesquisa e
organização): Raimundo Branco
Sonoplastia e operação: Raimundo
Branco
Designer gráfico: Iara Sales
Preparação vocal: Carlos
Ferrera
Direção vocal (canto final): Kleber
Santana
Contrarregra e apoio de
produção: Bruna Feitosa, Pascoal Fillizola e Sandra Rino
Assessoria de Imprensa: Silvia
Góes (Íntegra Cooperativa de Notícias)
Produção
executiva: Patrícia Costa e Raimundo Branco
SERVIÇO
Três
mulheres e um bordado de sol
Teatro
Hermilo Borba Filho
11 a 16 de
novembro, às 20h
26 a 28 de
novembro, às 20h
Indicação:
12 anos
Ingressos:
R$ 20,00 (inteira) e R$ 10,00 (meia)
Mostra Retrospectiva do Festival Estudantil de Teatro e Dança 2014
Quinta, 13
de novembro, 20h, R$ 10 (preço único promocional)
Então,
Bate! (Cia. Casa Mecane
– texto: criação coletiva. direção: Dado Sodi.)
Classificação
etária: a partir de 14 anos
Utilizando-se
dos motes geradores do romance “A Mentira”, de Nelson Rodrigues, publicado
inicialmente em forma de folhetim, a montagem traça diferentes e inesperados
caminhos não apenas no contexto do romance que lhe deu origem, sobre uma menina
que encontra-se grávida, mas fluindo livremente por todo o universo dramático
rodriguiano, suas obras e biografia.
Sexta, 14
de novembro, 20h, R$ 10 (preço único promocional)
Obsessão Em Quatro Atos (V Turma de Iniciação Teatral Cênicas
Cia. de Repertório – texto: criação coletiva livremente inspirada na obra de
Nelson Rodrigues sob coordenação de Antônio Rodrigues. direção: Antônio
Rodrigues)
Classificação
etária: a partir de 16 anos
Nesta
dramaturgia inspirada no universo rodriguiano, os desejos mais ocultos das
personagens são revelados, com obsessões à mostra num cenário composto apenas
por uma cama, lugar de intimidade. Amor, inveja, beleza e morte ganham aqui
significados diversos.
Sábado, 15
de novembro, 16h30, R$ 10 (preço único promocional)
A Bruxinha
Que Era Boa (Projovem Adolescente de Igarassu – texto: Maria Clara Machado. direção:
Erineide Moreira)
Uma
bruxinha diferente, fracasso na Escola de Maldades da Floresta, quer se sair
melhor nos testes, até que encontra um jovem lenhador que não se assusta com
sua aparência e decide ajudá-la a ganhar uma sonhada vassoura a jato da
competição de bruxarias terríveis.
Domingo,
16 de novembro, 16h30, R$ 10 (preço único promocional)
Flicts, a
História de Uma Cor (Grupo Arte em Movimento e Instituto Federal de Pernambuco – texto:
Ziraldo e Aderbal Júnior. direção: Black Escobar)
Flicts é
uma cor que veio do interior de Pernambuco, da cidade de Taquaritinga, e tenta
fazer parte do arco-íris, mas não é aceita pelas outras cores por ser
diferente. Mesmo assim, a corzinha luta por seu espaço e sonha com outros
lugares que possam aceitá-la como ela é.
Após breve
intervalo
(duas coreografias de dez minutos cada):
Disritmia (Grupo NAP de Dança e Colégio NAP – direção: Viviane Lira)
Chorus Lá in NE (Instituto Federal de Educação, Ciência e Tecnologia – direção: Black Escobar)
Maiores informaões:
Leidson
Ferraz 3222 0025 / 9292 1316.
Programação do 19º Festival Internacional de Dança do Recife nos Teatros Apolo e Hermilo
TEATRO APOLO
Sexta feira - 17/10
Os Sete Buracos [PE] - 20h
Compassos Cia. de Danças
Censura: Livre
Domingo - 19/10
Nihil Obstat [SP] - 19h
J. Gar.Cia. Dança Contemporânea
Censura: Livre
Terça - 21/10
Territórios [PE] - 20h30
Acupe Grupo de Dança
Censura: Livre
TEATRO HERMILO BORBA FILHO
Segunda feira - 20/10
Anticorpo [PE] - 20h
Rojas Produções
Censura: 16 anos
Quinta feira - 23/10
O Silêncio e o Caos [PE] - 20h
Dielson Pessoa
Censura: Livre
Sexta feira - 24/10
Partida [ARG] - 20h
Mudanzas Escénicas Clap!
Censura: 16 anos
INGRESSOS
Inteira: R$10,00
Meia: R$5,00
Links: Programação completa
Maiores informações: Festival Internacional de Dança do Recife
Cine Teatro Apolo - Programação para os dias 13 e 14 de outubro de 2014
Lorenzo (Jacopo Olmo Antinori) tem 14 anos e elaborou um plano para que possa passar as férias de verão sozinho no porão do seu prédio. Ele planejou tudo: onde vai dormir, o que fazer e já há algum tempo está estocando comida no local.
Quando o jovem Josh Wheaton (Shane Harper) entra na universidade, ele conhece um arrogante professor de filosofia (Kevin Sorbo) que não acredita em Deus.
O aluno reafirma sua fé, e é desafiado pelo professor a comprovar a existência de Deus. Começa uma batalha entre os dois homens, que estão dispostos a tudo para justificar o seu ponto de vista - até se afastar das pessoas mais importantes para eles.
Censura: 10 ANOS
Duração: 1h53min
Audio: Dublado
Genero: Drama
Nacionalidade: EUA
Dias: nos dias 13 e 14 de outubro de 2014 (segunda e terça)
Horário: 19h
INGRESSOS
Inteira: R$4,00
Meia: R$2,00 (estudante, idosos com mais de 60 anos e portadores de deficiência)
A bilheteria estará aberta a partir das 16h
Informações: 3355-3318 / 3355-3320
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