Luzir é Negro! - Teatro Hermilo Borba Filho

Espetáculo Luzir é Negro! no Teatro Hermilo Borba Filho



Fotos: Aline Rodrigues


Serviço

Local: Teatro Hermilo Borba Filho
Datas: de 21 a 30 de julho
Horários: sextas e sábados 19h30/domingos 17h
Ingressos: R$30,00 (inteira)/R$15,00 (meia) 
Classificação indicativa: 14 anos
Duração: 120 minutos


Semana Hermilo Borba Filho - Centro de Documentação Osman Lins

HERMILO BORBA FILHO
Síntese Biobibliográfica







Hermilo Borba Filho nasceu no Engenho Verde, município de Palmares, zona da mata-sul de Pernambuco, em 8 de julho de 1917, e morreu no dia 2 de junho de 1976, no Recife.
Em 1950, depois de algumas passagens por outros cursos universitários, formou-se em Direito pela Universidade Federal de Pernambuco. Sua carreira, contudo, foi notadamente fugaz:nada mais de 15 minutos, o tempo que permaneceu num escritório montado com um amigo. Hermilo, na verdade, se sentia atraído pelo teatro.
Foi através do teatro que Hermilo Borba Filho realizou sua grande contribuição para vida cultural do país.Ainda no Nordeste, fundou com Ariano Suassuna o Teatro do Estudante de Pernambuco em 1946. Em 1953 mudou-se para São Paulo, onde dirigiu a Companhia Nydia Lícia – Sérgio Cardoso, a Companhia Cacilda Becker, o Grupo Stúdio Teatral e o Teatro Paulistano de Comédia. Suas Atividades jornalísticas incluem passagens pelos jornais Última Hora e Correio Paulistano e pela Revista Visão, da qual foi diretor. Também participou do Conselho Editorial do jornal Movimento. No Recife, trabalhou na Folha da Manhã, no Diário de Pernambuco, no Jornal do Commercio, entre outros.
Exerceu atividades culturais em diversas entidades, como a Universidade Federal de Pernambuco, o Serviço Nacional de Teatro, a Secretaria de Educação e Cultutra de São Paulo, a Secretaria de Educação e Cultura do Recife, Movimento de Cultura Popular, Universidade Federal do Rio Grande do Norte, Universidade Federal da Paraíba, Cine Clube do Recife, Escolinha de Arte do Recife, Centro de Comunicação Social do Nordeste e Centro Cultural Luiz Freire.
Escreveu 23 peças de teatro, das quais 7 estão publicadas, e os romances Os caminhos da solidão (1957), reeditado pela Mercado Aberto em 1987; História de um Tatuetê (1958); Sol das almas (1964); a tetralogia Um Carvalheiro da segundaDecadência, que inclui os romances Margem das lembranças (1966), A porteira do mundo (1967), O cavalo da noite (1968), e Dues no pasto (1972); e Agá (1974). Também é autor de contos, de uma novela – Os ambulantes de Deus – e de livros de pesquisa sobre teatro.
Costumava dizer que “não se pode ficar na infância o tempo todo, e o amadorismo é uma infância, quando não, em muitos casos, uma atrofia, e até mesmo uma arapuca. Explora-se muito o amadorismo por este país afora. Eu, pessoalmente não acredito em nenhuma obra de  arte amadora”.
Foi considerado, pelo Ministro da Cultura André Malraux, como título de Chevalier de I’Ordre dês Arts e dês Lettres.  


Centro de Documentação Osman Lins



Criado em 1988, o Centro de Documentação Osman Lins é o primeiro centro de documentação especializada nas artes cênicas do Nordeste, atuando como referência para pesquisa na área. Tem por objetivo documentar ações e atividades de teatro e dança no Recife e a memória do Centro de Formação e Pesquisa das Artes Cênicas Apolo-Hermilo. O seu acervo é formado por livros, revistas, clippings, textos técnicos, textos teatrais, cartazes, programas, fotos e vídeos.




Atendimento: de segunda a sexta das 09 às 12h | 14 às 17h
Cais do Apolo, s/n
Rua do Apolo, 121
Bairro do Recife - Recife - PE
Contatos: (81) 33553318 | 
33553319 | 33553320
E-mail: cedolteatroedanca@gmail.com

Projeto O Solo do Outro apresenta Enchente


 Foto: Danilo Galvão
SINOPSE

“Este sou eu, tanto no passado-vida morta- como no presente que se estende pelos dias pelas noites sem nada com o futuro inexistente, apenas inventado pela imaginação e com certeza diferente do que eu espero. Merda para o futuro!” 
Margem das Lembrança .Hermilo Borba Filho 

O trabalho propõe a realização de um estudo transdisciplinar que articula o conto “A Enchente” de Hermilo Borba Filho , a performance e o vídeo. A proposta compartilha alguns procedimentos deste fazer e o desenvolvimento do processo criativo. 
A Enchente é a metáfora para as catástrofes humanas atuais: migratórias e económicas...a globalização da indiferença e o fracasso do mundo capitalista desenvolvido. Pretende recontar a história através da materialidade das imagens, e de sua transparência utilizando material de arquivo encontrado para produzir conteúdos que problematizam e ampliam a catástrofe natural.
As imagens utilizadas se conformam com o material de arquivo pessoal.recortes de  grande cineastas experimentais como Jonas Mekas, Carolee Schneemann, Mustafa Abu Ali,Chris Marker,Esfir Shub,Stan Brakhage e os arquivos de video da FUNDAJ e da biblioteca de patrimonio de da Fundarpe com cenas das inundações na cidade do Recife e dos engenhos no interior do estado.

A montagem se constrói em base a procedimentos de criação que envolvem restrições e obstruções de movimentos e  alguns jogos com regras e materiais. As relações entre os corpos questionam as hierarquias e ampliam suas possibilidades ao realizarem tarefas de improvisação. 

Do conto de Hermilo,retiramos algumas imagens tais como ,a corrente,a água na altura dos joelhos, uma mulher sozinha no escuro, tábuas que voavam ,a eminência do fim,  a  mulher que sobrevive ,que nada, voa , flutua,no mundo líquido onde uma volta que dava já formava um redemoinho e as transformarmos em principios de movimento.
A música realizada por Leandro Oliván trabalha em alguns momentos com o recurso de síntese granular utilizando a voz do Hermilo em uma entrevista como fonte/material.
As outras composições tem o carácter mais concreto desde ruidos e sonoridades rítmicas defasadas que trabalham com materiais sintetizados com texturas orgânicas.

ENCHENTE
Local: Teatro Hermilo Borba Filho
Datas: 17,18,19,20,24,25,26,27 de março
Quintas, Sextas Sábados e Domingos às 20horas
Ingressos: R$20,00(inteira) R$ 10,00 (meia)
Concepção, direção e dramaturgia:  Flavia Pinheiro 
Desenho de Imagem e  Som: Leandro Oliván 
Performers: Gardênia Coleto, Marcela Aragão e Marcela Filipe 
Dramaturgista Corporal: Maria Paula CostaRêgo
Desenho de Luz: Pedro Vilela 
Diretor de Arte: Guilherme Luigi
Duração: 45 minutos 
Fotografia: Danilo Galvão

DOM QUIXOTE

CAVALEIRO ANDANTE VISITA PERNAMBUCO

Dom Quixote - o cavaleiro andante, personagem clássico da obra de Miguel de Cervantes, acompanhado de seu fiel escudeiro, Sancho Pança - continua a percorrer caminhos nunca vistos antes. Desta vez o destino do Teatro Experimental de Alta Floresta, com seu Quixote, será duas cidades pernambucanas – Recife e Petrolina. Nos dias 11 e 12 de março o espetáculo do Teatro Experimental de Alta Floresta será apresentado no Teatro Apollo, localizado no centro histórico de Recife/PE. Já em Petrolina as apresentações ocorrerão nos dias 16 e 17 de março no Teatro Dona Amélia – Sesc Petrolina. A Petrobras Distribuidora apresenta esta circulação, através da Lei Federal de Incentivo à Cultura sob a realização do Ministério da Cultura.

Imagens: Mequiel Zacarias

A peça Dom Quixote, baseada na obra de Antônio José da Silva, O Judeu, foi montada pelo Teatro Experimental de Alta Floresta (MT) em 2008, e conta com a direção do português Horácio Manuel. A obra de Cervantes foi considerada, em 2002, o melhor livro do mundo por uma comissão de 100 críticos literários de vários países. Dom Quixote aborda temas como amor, sabedoria, amizade, enternecimento, encantamentos, justiça, loucuras e divertimento.

O espetáculo trata da última viagem do fidalgo Dom Quixote em busca de aventuras, enfrentando leões, gigantes e outros seres que povoam o mundo do personagem. Dessas aventuras e desventuras saltam o amor e a bravura para enfrentar os “monstros” do dia a dia. É assim que nossa personagem vê gigantes em moinhos de vento e os enfrenta bravamente. É no espírito da busca de aventuras e do amor por Dulcinéia que ao vencer uma das batalhas Quixote conclama: “Haveis de confessar que a minha namorada Dulcinéia é a menina mais linda do mundo”.

Imagens: Mequiel Zacarias

Levar Dom Quixote e seu fiel escudeiro Sancho Pança ao nordeste não seria uma mera retribuição de carinhos com grupos teatrais e amigos com os quais construímos uma relação ao longo de nossa trajetória, mas sim uma oportunidade rara de levar essas personagens, numa encenação cuja estética europeia está explícita, a uma das regiões brasileiras que talvez seja a mais rica e singular no tocante a cultura popular, com seus mais diversos personagens. Se Cervantes tivesse escrito sua obra no Brasil, o cenário nordestino teria grandes chances de ser o chão para as aventuras e desventuras de Dom Quixote’, diz Ronaldo Adriano, ator do TEAF.

Além das apresentações o projeto possibilitará atividades que envolvem ações educacionais e de intercâmbio, além de bate-papo com o público no dia das apresentações. As ações alcançarão também pessoas com necessidades especiais, pois foram incluídos nas apresentações tradução em libras e legendagem para um acesso mais democrático e de fruição maior ao espetáculo Dom Quixote.

Imagens: Mequiel Zacarias

Em ambas as cidades serão executadas oficinas de formação de plateia. Ao todo serão atendidas 120 pessoas que terão acesso gratuito à atividade que terá 4h de duração. A oficina dirigida para adolescentes e jovens do ensino médio de escolas públicas será composta por jogos corporais e exercícios que trabalhem aspectos de quem vê a cena. Assim, no jogo de espaço o participante terá noções de como se organiza o espaço cênico de Dom Quixote. Estes alunos ainda assistirão a uma das apresentações do espetáculo e ao final será feito um bate papo sobre o histórico da obra de Cervantes, tanto no aspecto da obra literária em si, como de sua adaptação para o teatro feita por Antônio José da Silva para teatro de bonecos e a posterior adaptação de Horácio Manoel que o TEAF monta.

Por fim, dando sequência a uma prática do TEAF em todos os seus projetos, serão realizadas as ‘Tertúlias Teatrais’, também de acesso gratuito aos participantes em ambas as cidades. “Este momento será bastante rico para a troca de experiências e conhecimento das realidades locais no fazer teatral e, também, proporcionará um melhor conhecimento do público das realidades de cada grupo, o que pode ser algo motivador para uma adoção de postura de valorização e prestígio das produções dos grupos locais”, finaliza Adriano, coordenador desta atividade.


FICHA TÉCNICA
Produção - Teatro Experimental de Alta Floresta
Texto - José Antônio da Silva (O Judeu) a partir da obra de Miguel de Cervantes
Adaptação e Direção - Horácio Manuel
Direção de Produção - Júnior Cecon
Cenografia - Horácio Manuel
Sonoplastia - Horácio Manuel e Ronaldo Adriano
Música Original - Eduardo Oliveira Alves (Kadu)
Iluminação - Angélica Müller e Ronaldo Adriano
Figurinos - Patrícia Pereira e Angélica Müller
Costureira - Terezinha Freitas de Lima
Operação de Sonoplastia e Iluminação - Patrícia Pereira
Programação Visual - Robson Quintino
Fotografias - Mequiel Zacarias
Tradutora e Intérprete de Libras - Camila Zílio Lisboa

ELENCO - Ronaldo Adriano, Angélica Müller, Wellington Pereira, Gean Nunes e Cassiane Leite.

Do projeto
Produção local em Recife e Petrolina - Pedro Vilela
Orientador Pedagógico - Anderson Flores
Arte Educadores - Thiago Liberdade (Recife) e Rafael Moraes (Petrolina)
Coordenador Tertúlia Teatral - Ronaldo Adriano
Assessoria de Imprensa - Pedro Vilela
Mídias Sociais - Junio Garcia da Silva

SERVIÇO:
Em Recife
Apresentações Dom Quixote no Teatro Apolo
Dias: 11 e 12 de março às 20h 

Ingressos: R$ 15,00 (inteira) e R$ 7,50 (meia)

Projeto O Aprendiz em Cena apresenta A Rã, de Hermilo Borba Filho

O Centro Apolo-Hermilo dando continuidade aos projetos O Aprendiz em Cena, ano 2015, que teve como proposta a intervenção criativa sobre quatro contos de Hermilo Borba Filho, teve como vencedor a Cia. Animatus Invictus, sob a direção de Luiz Manuel. O espetáculo fica em cartaz nos dias 3,4,5,6 e 10,11,12 e 13 de março, às 20h, no Teatro Hermilo.

"A Rã", uma adaptação do conto de Hermilo Borba Filho
Espetáculo da Cia Animatus Invictus será lançado no dia 3 de março no teatro que leva o nome do escritor
  

Estreia no dia 3 de março o espetáculo "A Rã", um conto homônimo de Hermilo Borba Filho, que mostra uma experiência paralisante e caótica de medo. Uma mulher que se perde e se entrega ao pavor causado por uma pequena rã, que aumenta de tamanho e a engole, acabando com a vida da personagem. "A Rã" é a peça de maior relevância da trajetória da Companhia Animatus Invictus, que na ocasião estreia Luiz Manuel na direção. No elenco, Diego Lucena e Cláudio Lira, atores que dão vida ao conto; Charles de Lima, como diretor de arte e cenotécnico; Alexandre Henrique, na sonoplastia; Evandro Mesquita, na contra regragem e Natalie Revorêdo, na iluminação.
A encenação, que será apresentada no Teatro Hemilo Borba Filho, nas duas primeiras quintas, sextas, sábados e domingos de março, a partir das 20h, é permeada por um aspecto sombrio, de terror, onde a falta de compreensão do medo e o descontrole da mente contribuem para a construção de labirintos. Na representação, os atores travam um diálogo sobre o medo e como ele congela o ser humano, trazendo à tona as fobias, as dores, o sofrimento e a ansiedade como fatores determinantes para a instalação do caos e do pânico. A dramaturgia é composta pelo conto "A Rã", na íntegra, com textos de Shakespeare, Lorca, Osman Lins, Poe, do próprio Hermilo, além das influências pessoais dos atores.


A proposta de trabalhar com Hermilo, segundo o diretor do espetáculo, Luiz Manuel, veio a partir do edital Aprendiz em Cena. "A Rã" mostra um pouco da pesquisa sobre o trabalho de ator, dramaturgia e espaço cênico, que vem sendo feita ao longo dos quatro anos de companhia. "Começamos a fazer um laboratório, o mais verdadeiro possível. Foi massa a entrega de Diego e Cláudio Lira (protagonistas de "A Rã") tanto em cima da antropologia teatral, como em cima de uma veia meio psicológica. Também trabalhamos mais com uma pegada confessional e esses momentos confessionais do medo dos atores, a relação que eles têm com isso também entrou na dramaturgia, o que contribuiu para dar um ar mais real", contou Luiz.
O diretor ressalta que a grande tentativa enquanto condutor estreante do processo é estudar as relações do ator performer (esse ator do transe, que Grotowski falava; esse ator do pânico, que Jodorowsky falava) e o ator brincante, que Hermilo tanto estudou. "A relação psicofísica que se pode estabelecer na manifestação do ator. Estudamos vários métodos para desenvolver partituras, coreografia e, em cima do trabalho de ator do Tchekhov, fomos trabalhando os centros de energia e os gatilhos que despertem os sentimentos e as emoções para que a cena aconteça", disse Luiz, ressaltando que a Rã sempre foi uma metáfora perfeita do quanto o medo é pode travar totalmente o ser humano. Como ele pode impedir o ser de se desenvolver, de realizar.
"Nesse sentido eu quis fazer uma encenação dentro do universo de Hermilo, que é mais direcionado ao realismo fantástico, visto que a minha concepção de criação é toda com base nessa linha. A ideia foi tratar sobre o medo nessa perspectiva, passando uma mensagem positiva no final. Acredito que a função primordial do teatro é fazer com que as pessoas tenham momentos de encontro dentro de uma sala, numa praça, onde tiver acontecendo uma manifestação teatral e que depois desse encontro as pessoas saiam de lá reflexivas e com mais fé na vida do que quando chegaram".
Sobre a montagem do espetáculo, o grupo optou por construir tudo por conta própria. O material reciclado foi a principal ferramenta que deu vida ao cenário, o que pode ser visto principalmente, nos enormes biombos, que formam os labirintos do medo, além da própria figura da Rã. "Isso mostra que a prioridade da companhia é desenvolver ao máximo o nosso potencial de realização e ver até onde a gente pode chegar. Fizemos o cenário de "A Rã" (se referindo principalmente aos biombos) com os papelões. Uma obra enorme que é responsável pela dinâmica do espetáculo, inclusive, é a parte mais cartesiana do espetáculo. Todas as outras cenas, apesar de elas terem uma espinha dorsal muito fixa, têm espaço total para o improviso". Luiz garante que quem assistir "A RÃ" uma vez não verá o mesmo espetáculo da próxima vez, "mas o movimento dos biombos vai ser o mesmo”.


“Além da falta de grana para montar tudo, o espírito de Charles (diretor de arte e cenotécnico) impulsionou a companhia a mergulhar nesse processo de criação porque ele tem essa veia da reciclagem e sempre defendeu que a gente pode fazer tudo. E realmente, a cada passo que a gente vai dando as condições mostram que estamos no caminho certo. Se a gente fosse contratar alguém pra fazer o que já construímos seria necessário um orçamento bem generoso (uns 300 mil, risos)”, revelou.
Quanto ao formato de "A Rã", a ideia foi fugir do contexto passivo, onde o público, simplesmente, assiste e recebe as informações sem interagir com o espetáculo. Com esse espírito Artaudiano, de levar o público para vivenciar a cena, a Animatus Invictus optou por eliminar, essa estrutura que separa palco e plateia, apostando no processo de incluir, sentir e envolver os que ali estão para experienciar o trabalho. O público será convidado a despertar e olhar cada memória que vai sendo ativada com o espetáculo e, também, a enxergar possibilidades de entendimento e de liberação de memória, quase que num processo que vai colocando em ordem o nosso sistema, ou se preferir, um processo de constelação familiar - método terapêutico, desenvolvido pelo alemão Berth Hellinger, que trabalha a não eliminação dos sentimentos e, sim, o que é que aquele sentimento (no caso do medo) está tentando lhe dizer com a sua manifestação e o que ele pode ensinar.
"No Recife, cada vez mais a tendência vai ser essa. Uma nova safra de espetáculos muito criativos no que diz respeito ao espaço. Não necessariamente no intuito de quebrar a passividade, mas de sempre utilizar espaços alternativos. O Recife tem essa forte característica e deve continuar assim. Primeiro porque falta teatro na Cidade, temos teatros fechados, e isso leva as pessoas a usarem espaços alternativos para um público menor".
O som

 A trilha sonora do espetáculo também foi toda construída pela companhia. O operador é Alexandre Henrique, parceiro de som do grupo, que tem vasta experiência em sonoplastia. Luiz e Alexandre testaram, compuseram e gravaram juntos. Os músicos Marcelo Ferreira e Marcelo Campelo também colaboraram produzindo sons agonizantes, com ênfase nas guitarras distorcidas. Na trilha também estão Stockhausen, Coral da Figueira e Schönberg. Fora isso têm algumas vozes de Antonin Artaud.
A companhia

Luiz Manuel, Charles de Lima, Diego Lucena são os responsáveis por dar vida ao teatro, através da companhia Animatus Invictus. Nenhum deles tem formação em Artes Cênicas. "No início, não conseguiam levar a gente muito à sério porque sabiam que não tínhamos formação em teatro. Sou historiador, Diego turismólogo e Charles, educador físico e atleta. Toda a  nossa formação em teatro é prática. E Diego é um ator premiado, eu acabei de ser premiado também e não foi a formação acadêmica que deu facilidade em manter o estudo. E quatro anos depois de fundada a companhia, estamos estreando o espetáculo impregnado do que a gente vem fazendo", contou Luiz.
Desde 2012, já desenvolveram trabalhos como "A Palhoçada", "Conto Contigo", "A Rã" e estão desenvolvendo a "Águia e o Mamute", que será lançado em outubro. Já Cláudio Lira, da Companhia Kamikase, foi convidado para atuar em "A Rã", junto com Diego Lucena. Claudinho, que tem uma vasta caminhada no universo teatral, também usou seu talento para desenhar o figurino do espetáculo e também deu os seus toques na figura da Rã.


Contatos:
Luiz Manuel - direção: 9 9778.3619
Naruna Freitas - produção: 9 9642.8242
Jamille Coelho - assessoria de imprensa: 9 9278.4653
SERVIÇO:
Espetáculo teatral inspirado na obra de Hermilo Borba Filho.
Direção: Luiz Manuel
Atuação: Claudio Lira e Diego Lucena 
Lotação do espetáculo: 30 pessoas
Duração: 1h
Classificação: 16 anos
Período: 3, 4, 5, 6 e 10, 11, 12 e 13 de março.
Horário: 20h
Ingressos: R$ 20 (inteira) R$ 10 (meia)

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