Cabaré Diversiones




“Diálogos viperinos” foi um texto que escrevi em formato de revistas com números de dublagens e quadros humorísticos para dois atores em 2005 chegando a ensaiar eu e Vavá Schön Paulino sob a direção de Carlos Bartolomeu no ano de 2006. O projeto acabou por não acontecer... Com a possibilidade de comemora os quarenta anos do Vivencial, resolvi incluir no roteiro do espetáculo “Diálogos viperinos”, números musicais e cenas de alguns dos espetáculos feitos pelo Vivencial, (além de situações vivenciadas no camarim encontrado em minhas memorias e lembranças) por serem textos atuais, mesmo tendo

sido escritos há quarenta anos e dez há anos, no caso dos “Diálogos”. Esses textos, que se casa pelos mesmos queixumes artísticos discutidos nos meios e rodas atuais, mas, nunca atuante como deveria e pede a evolução dos atos e atitudes. Como o Vivencial o espetáculo é um deboche da própria eficiência e deficiência artística, onde alfineta-se e costuram- se com humor a falta de humor daqueles que deveriam trans-formar e ser trans- formados e nunca trans- tornados com o ato artístico da encenação. Quero lembrar que esta é uma obra de ficção, fixação e flexão (não) cientifica. Qualquer semelhança com nomes, pessoas, factos ou situações da vida real não terá sido mera coincidência e sim; puro chiste mesmo.


Sobre o “Vivencial” só quem vivenciou de fato, sabe que de sagrada subversão, e de hoje serem tão santificadas pelos vossos nomes, as “vivecas”, santas? Não foram nunca. Santas só do pau oco. Na verdade elas eram acostumadas a cutucar o cão com varas curtas e longas também, amassaram o pão que o diabo comeu, viviam como o diabo gosta,
estavam sempre com o diabo no corpo. E faziam até o que Deus duvidava,pois, o diabo sempre teve a certeza do que elas eram capazes. E as “vivecas” eram capazes de mamar em onça e de tirarem leite de pedras. Sabiam que dos fracos não reza a história e não há mal que se perdure e nem bem que não se acabe. E como roupa suja se lava em casa; a união fez a força e a ocasião também fez o ladrão. Elas criaram fama e deitaram na cama e o habito fez o monge. E como ladrão que rouba ladrão tem cem anos de perdão, elas tiveram perdão perpetuo. Mas, como águas passadas não movem moinhos, não adianta chorar o leite derramado até por que, elas eram o cão chupando monga... Quero dizer: o cão chupando manga. O espetáculo Cabaré Diversiones é em forma de revista que revistando textos de diversos autores (Carlos Eduardo Novaes, Glauco Matoso, Fernando Pessoa, Luiz Fernando Veríssimo Guilherme Coelho, Henrique Celibi) com cenas do roteiro do “Vivencial” onde os números musicais apresentados na época, encontram- se com novos textos em forma de colagem e velhos personagens de um teatro que revela a sua imagem distorcida no espelho do passado, presente de um futuro já em ruínas. Como um duelo em revista, e rebolando, refazemos um pouco de nossa própria vivencia vivenciando neste cabaré Diversiones tatuando a tatuagem na memoria e na história desta cidade. Cabaré é “baseado” na imagem (em lembranças) de um passado projetada no presente, de um grupo irreverente e debochado, desbocado e cheio de malicia e sensualidade que esbanjando erotismo, clamava por uma verdade que não fosse conspirativa e que não tornássemos refém de nosso próprio pensamento, do nosso próprio prazer de fazer da vida uma vivencia comungado por muitos em tempos de sonhos de liberdades. Porque o direto de lutar pela felicidade até o fim, era e ainda é, a única aventura que vale a pena ser vivida.

Henrique Celibi.

Ficha técnica:

Cenário, coreografia, figurino, roteiro, trilha sonora e direçãoHenrique Celibi
Iluminação: Beto Trindade
Interprete de Libras: Jaqueline Martins
Preparação Vocal: Cindy Fragoso
Operador de som e luz: Renato Paretes
Fotografias- Ítalo Lima, Paulinho Maffe, Ricardo Florencio
Elenco em ordem alfabética:
Carlos Mallcom
Cássio Bonfim
Carol Paz
Cindy Fragoso
Filipe Enndrio
Flavio Andrade
Ítalo Lima
Robério Lucado
Sharlene Esse

Cabaré Diversiones
Dias: 10, 11, 12, 13, 17, 18, 19 e 20 de setembro
Local: Teatro Apolo
Horário: 20h
Ingressos: R$20,00 e R$10,00

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